quinta-feira, 21 de julho de 2011

O Arrebatamento da Igreja



Milhares de pessoas por toda a parte estão sendo despertadas para esse fato solene e bendito, e ainda que os"escarnecedores" dos últimos tempos estejam perguntando: "Onde está a promessa da Sua vinda?" (2 Pe 3:4) e o mau servo diga no seu coração: "O meu Senhor tarde virá" (Mt 24:48), mesmo assim "O que há de vir virá, e não tardará" (Hb 10:37), " O Filho do homem há de vir à hora em que não penseis" (Mt 24:44).
No espírito do povo de Deus, por todo o mundo, há uma convicção crescente e certíssima - convicção baseada nas verdades da Palavra divina - de que a história da Igreja na terra está prestes a findar; e que o Senhor Jesus está para vir para levar a Sua noiva para a casa do Pai.
Leitor, estás já compenetrado da realidade deste solene assunto, e do que ele significa? Se não estás ainda, que oEspírito Santo se sirva destas linhas para despertar a tua preciosa alma: "Para que o Senhor não venha de improviso e não te ache dormindo" (Mc 13:36).
Há quatro coisas em relação a esse assunto que desejamos apresentar em poucas palavras:
1 - A promessa da Sua vinda;
2 - A Pessoa que está para vir;
3 - O propósito da Sua vinda;
4 - A preparação para a Sua vinda.

I - A Promessa da Sua vinda
Houve um tempo em que a Sua vinda como humilde sofredor era ainda uma profecia por cumprir. Muitas gerações tinham vindo e desaparecido; impérios se tinham levantado e caído; Israel e Judá tinham sido "espalhados", levados para o cativeiro; e um resto do povo tinha sido novamente restaurado à sua terra; mas o prometido Messias não tinha aparecido. A maior parte dos que tinham voltado do cativeiro de Babilônia achavam-se, sem dúvida, estabelecidos com todo o conforto, e quase esquecidos d'Aquele cuja vinda lhes tinha sido prometida, quando, eis que, uma manhã, houve em Jerusalém um grande movimento. Chegaram visitantes de fora com a extraordinária notícia de que tinha nascido o Rei há muito prometido. Desde o palácio de Herodes até aos sacerdotes do templo, a notícia espalhou-se rapidamente.
Mas qual foi o resultado desta notícia? Foi porventura que os filhos de Sião gritaram unânimes louvores a Deus por ter, finalmente, cumprido a Sua palavra e mandado o Messias? Porventura a alegria brilhou em todos os rostos, foram consolados os corações? Infelizmente não. Pelo contrário. A tristeza invadiu a cidade. "O rei Herodes... pertubou-se, e toda a Jerusalém com ele"(Mt 2:3).
Mas por que razão? Foi porque, se pelas Escrituras eles conheciam um pouco o assunto, deviam saber que Isaías tinha predito que "Reinará um Rei em justiça" (Is 32.1).
Ora, apesar de em Jerusalém haver nesse tempo muitos que se glorificavam da sua própria justiça e religião, havia sem dúvida na consciência da maior parte um íntimo sentimento de que não estavam preparados para a presença daquele Justo, e portanto a notícia que devia encher de gratidão e júbilo todos os peitos em Jerusalém, apenas produziu o efeito contrário.
Mas quer estivessem preparados para O receber, quer não, Ele tinha vindo; tinha vindo para revelar o Pai, tinha vindo não só como o Messias de Israel, mas também como o "Salvador do Mundo". A solene conseqüência é bem sabida por todos. O "Amado de Deus" foi odiado e rejeitado, e o Seu caminho neste mundo findou no Calvário ­crucificado e morto pelas mãos dos injustos (At 2:23).
Deus tinha assim cumprido completamente a promessa feita aos pais de mandar Jesus; eles cumpriram os escritos proféticos condenando-O (At 13:27,32-33).
Antes da Sua morte, contudo, Aquele que tinha sido prometido tornou-se em um que prometia.
Tinha reunido à roda de Si os seus amados discípulos. O traidor Judas tinha acabado de se retirar daquele pequeno grupo. A negra sombra da cruz estava a poucos passos à frente, e Ele lhes falou, insinuando a esse respeito. Que momento solene foi aquele!
Pensemos naqueles rostos tristes e transtornados ao escutarem ansiosamente aquela comunicação de despedida!"Não se turbe o vosso coração", diz Ele, "credes em Deus, crede também em Mim"(Jo 14:1). Como se tivesse dito: Vós confiastes em Deus sem O ver, e agora que Eu me vou apartar de vós, ponde a mesma confiança em Mim. Deus vos fez uma promessa por meio dos profetas, e cumpriu fielmente esta promessa pela minha vinda. Eu, também, vou fazer-vos uma promessa, e vós deveis igualmente confiar que Eu hei de cumpri-la.
II - Mas qual era esta nova promessa?
Vamos ler João 14:2 e 3 e veremos: "Na casa de meu Pai há muitas moradas: vou preparar-vos lugar. E se Eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para Mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também."
Não se podia cair em maior erro do que pensar que esta segunda "vinda" se refere à morte do crente. Vejamos a diferença que há entre uma coisa e outra. Suponhamos que um pai muito afetuoso leva pela primeira vez o seu filho para uma escola distante, como interno. Ao apartar­se dele bem vê a luta que se está travando no coração da pobre criança, que tenta por todos os modos reprimir as lágrimas. Assim, para o animar, o pai diz: - Então, meu filho, não estejas triste. Eu agora tenho que te deixar aqui e voltar para casa, mas, quando começarem as férias, eu mesmo hei de vir para buscar-te e levar-te comigo para casa.
Ora, ninguém vai se enganar quanto ao sentido que o pai queria fazer perceber ao seu atribulado filho por estas palavras. E assim também a linguagem do bendito Jesus para os Seus tristes discípulos, na crítica ocasião já aludida, não foi menos clara e livre de enganos.
Não disse: "Eu vou para o céu, mas vós haveis de morrer e ir ali ter comigo", mas sim: "Se Eu for, e vos preparar um lugar, virei outra vez e vos levarei para Mim mesmo" .
Se os crentes morrem, as Escrituras falam deles como tendo "deixado o corpo e habitado com o Senhor" (2 Co 5:8). Enquanto que, quando a vinda do Senhor tiver lugar, em vez de estarem ausentes do corpo, ou, como exprime oversículo 4, estarem "despidos", os seus corpos serão conformados ao Seu corpo glorioso (Fp 3:21; 1 Co 15:52). "Num momento, num abrir e fechar de olhos", os "mortos em Cristo" ressuscitarão e os vivos serão "transformados". De modo que, em lugar da vinda do Senhor se referir à morte dos crentes, pelo contrário, desfará tudo que a morte tem feito nos corpos do povo de Deus durante perto de seis mil anos. Que dia de vitória tanto para Ele como para aqueles que O conhecem!

Na próxima semana estaremos concluindo esta postagem, Deus abençôe a todos. Márcio Andrade

terça-feira, 12 de julho de 2011

A Vida do Novo Convertido


INTRODUÇÃOO Novo Convertido é um “recém-nascido espiritual”, logo, deve-se cuidar dele, nos seus primeiros passos, “como a ama que cria os seus filhos”(1Tess 2:7). Paulo assim procedia, como se percebe neste texto. Enquanto o novo convertido for um “recém-nascido espiritual”, um “bebê”, é imperioso que o pregador do evangelho lhe sustente, lhe dê uma assistência nutridora, alimentando-o com a Palavra de Deus, com os rudimentos doutrinários (Hb 6:1), “o leite espiritual” (1Co 3:2).
Assim como o recém-nascido tem de ser objeto de um cuidado específico e diferenciado na vida física, também na vida espiritual o novo convertido deve ser objeto de um cuidado especial, devendo existir, em toda igreja local, um segmento que cuide especificamente dele, de modo a acompanhá-lo na sua nova vida com Cristo, orientando-o e socializando-o, de modo a que possa ser integrado na igreja local como novo membro do corpo de Cristo.
O apóstolo Paulo ia de cidade em cidade, abrindo igrejas, mas jamais se descuidava de passar a essas igrejas os rudimentos doutrinários, o leite espiritual, inclusive voltando pouco tempo depois da evangelização e, quando não o pôde fazer por motivos alheios à sua vontade, como foi o caso de Tessalônica, mandava-lhes duas cartas com esta finalidade - “Decorridos alguns dias, disse Paulo a Barnabé: Tornemos a visitar os irmãos por todas as cidades em que temos anunciado a palavra do Senhor, para ver como vão“(Atos15:36). O discipulado é a missão educadora da Igreja!
I. O NOVO CONVERTIDO É UMA NOVA CRIATURAPor ocasião da conversão, não apenas viramos uma página de nossa vida, começamos uma nova vida sob o controle do Mestre: Jesus Cristo. Os cristãos não são reformados, reabilitados, ou reeducados - somos recriados (nova criação) - e passamos a viver em uma união vital com Cristo(Cl 2:6,7). As Escrituras afirmam: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co 5:17). Perceba que Paulo não diz se alguém está numa igreja evangélica, mas: “… se alguém está em Cristo”. Mudar, apenas, de religião, passar a pertencer e frequentar a “religião” evangélica, não é o que Deus quer para o ser humano. O que Deus quer é que o ser humano, através de Seu Filho Jesus, se torne um novo homem, ou uma nova criatura, pelo milagre da transformação que é o Novo Nascimento.
Em qualquer Igreja evangélica é possível entrar, ou tornar-se membro, através do batismo nas águas, mas, para alguém estar “em Cristo” é somente através do batismo em Cristo. O batismo nas águas é feito pelo homem, mas, o batismo em Cristo só pode ser feito pelo Espírito Santo, conforme escreveu Paulo à Igreja de Corinto: “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo…”(1Co 12:13). Este “um corpo” não fala de denominação evangélica, mas, sim, da Igreja Universal, do Corpo de Cristo, onde existem somente crentes salvos. É neste mesmo sentido que Paulo escreve aos Gálatas: “Porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo”(Gl 3:28). Estar revestidos de Cristo tem o mesmo significado de “está em Cristo”. Isto, biblicamente, só é possível através do Novo Nascimento, de nenhuma outra maneira.
O homem, originalmente, tal como Deus o criou, era justo. Possuía aquilo que, de acordo com a teologia, denomina-se justiça original. O homem era, pois, bom, por natureza. Nem poderia ser de outra forma visto ter sido criado à imagem e conforme a semelhança de Deus”(Gn 1:26). Mas, o homem pecou! Perdeu a condição de justo! Deus, contudo, no seu plano, elaborado desde “a fundação do mundo”(Ap 13:8), já havia previsto um meio para que o homem pudesse readquirir sua condição original de justo. Seria através da justificação pela fé em Cristo.
A Justificação é o processo pelo qual a culpa do homem é transferida para Jesus, que já a pagou através de seu sacrifício expiatório da cruz, e pode cobrir o homem com sua justiça. É por isto que Paulo diz: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é…”. Note que o texto bíblico não diz “será”, mas, sim, “é”. Isto significa que o novo convertido sofreu uma mudança radical de vida.
A Justificação não é um simples perdão. É muito mais! No perdão não há pagamento, mas na Justificação houve pagamento. O homem é justificado, gratuitamente, porque Jesus pagou o preço exigido pela Justiça de Deus para que o pecador não fosse morto(cf Cl 2:14).
Justificação é, pois, este processo pela qual os pecados dos homens foram transferidos para Jesus, o qual, em consequência deles, sofreu o peso da Justiça de Deus, e o homem é declarado justo, sem nenhuma culpa. Assim, agora, ele deixa de ser um fugitivo, ou um “procurado”, porque - “… nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus…”(Rm 8:1).
O homem justificado não é um homem “reformado“, mas, é um novo homem. Este novo homem é visto por Deus como se nunca tivesse pecado. A justificação não deixa resíduos dos pecados dantes cometidos. Isto por causa daquele “… que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fossemos feitos justiça de Deus”(2Co 5:21).
Antes da Justificação o homem era culpado, agora não há mais nenhuma culpa - “Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica”(Rm 8:33).
Antes, o homem estava condenado, agora “quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu ou, antes, quem ressuscitou dentre os mortos, o qual está à direita de Deus, e também intercede por nós”(Rm 8:34).
Antes, morto, espiritualmente, o homem estava separado de Deus, agora “quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angustia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Rm 8:35).
Portanto, para o homem Justificado não há mais culpa, não há mais condenação, não há e nem haverá mais separação. Isento da culpa do pecado, o homem readquiriu a vida eterna, conforme afirmou Jesus: “E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer…”(João 10:28). É realmente uma mudança radical; é uma nova dimensão de vida; é uma nova criatura.
Diante de tudo o que foi exposto, ainda há dúvida de que o novo convertido é uma nova criatura?
II. O PASSADO SE FOI E EIS QUE TUDO É NOVO“… EIS QUE TUDO SE FEZ NOVO“(2Co 5:17). O Novo Nascimento significa uma mudança completa, total, absoluta. Aliás, ninguém poderá viver como salvo, ou como um crente fiel, sem o Novo Nascimento, pois, o padrão ético do Reino de Deus não pode ser vivido pelo homem natural. O viver como salvo só é possível para aquele que, pelo Novo Nascimento, se torna filho de Deus e, portanto, participante da Natureza Divina, pois, é, agora, filho, conforme afirma o apóstolo João: “Amados, agora somos filhos de Deus…”(1João 3:2).
Quando, de fato, a pessoa é transformada pelo poder do evangelho, é liberta do poder das trevas, do poder do pecado, e passa a ter um novo pensar e agir - “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”(João 8.32). A Palavra de Deus é a verdade. E quem é a Palavra? É o próprio Jesus Cristo (João 1:1-4). O homem liberto do pecado é transformado em uma nova criatura.
Depois que a pessoa crê em Jesus e o aceita como Salvador, tomando séria decisão de obedecer-lhe, uma coisa muito maravilhosa e inexplicável acontece: o desejo de praticar o mal vai desaparecendo à medida que a fé em Jesus vai aparecendo, e tudo se torna novo, diferente; a maneira de pensar, sentir e agir toma outro rumo. Isto indica, então, uma “nova pessoa”, com um desejo ardente de praticar o bem; começa a brotar no coração uma alegria singular que ocupa o lugar da tristeza, surge um conforto espiritual, uma paz que inunda todo o ser, um sentimento de amor vai se apossando e vai crescendo, dia após dia, tornando a pessoa mais cordial, mais compreensiva, mais sensata, perdoadora e com uma imensa vontade de viver para louvar e glorificar a Jesus (Rm 6:10-13). Estes são fatores indicativos da conversão, da transformação, do novo nascimento.
O passado, portanto, ficou pra trás; “eis que tudo se fez novo”. Agora, avançamos, “olhando para Jesus, o autor e consumador da fé” (Hb 12.2). Temos um alvo a atingir: a perfeita união entre nós e Cristo, nossa salvação final e nossa ressurreição dentre os mortos.
No decurso da nossa vida, há todos os tipos de distrações e tentações, tais como os cuidados deste mundo, as riquezas e os desejos ímpios, que ameaçam sufocar nossa dedicação ao Senhor. Necessário é esquecer-se das “coisas que atrás ficam”, isto é, o mundo iníquo e nossa velha vida de pecado, e avançar para as coisas que estão adiante(Fp 3:13), a saber, as responsabilidades da vida cristã, seja a adoração, seja o serviço, seja o desenvolvimento de nosso caráter cristão.
III. QUANDO ESTAMOS EM CRISTO
1. Temos um novo olhar.
“Olhando para Jesus, autor e consumador da fé…”(Hb 12:2). Olhar para Jesus é olhar para a Palavra de Deus, pois Jesus é a Palavra (Ap 19:13). Isto significa que o cristão tem uma nova maneira de viver, pois há diante dele a “regra de fé e prática”. Uma nova maneira de viver só é possível para aquele que “está em Cristo”, ou seja, que experimentou o milagre do Novo Nascimento, ou da Regeneração.
Para o Novo Convertido, seu crescimento na caminhada cristã deve ter como meta não olhar para o passado, mas adequar-se às novas demandas da sua vida para o agora e o futuro. Não dizemos com isso que o passado de uma pessoa deva ser apagado da memória. Ele ainda existirá, mas as histórias do passado não nortearão negativamente a nossa vida, e sim as novas experiências advindas da nova relação com Cristo.
Vivemos agora como salvos. Nenhum crente salvo, filho de Deus, integrante do Reino de Deus aqui na terra, do qual é embaixador(2Co 5:20), poderá pensar ser possível viver de qualquer maneira. Seria triste engano pensar que o Rei Jesus poderia reconhecer como seu embaixador alguém que não pensasse como ele pensa, que não agisse como ele próprio agiria, que não falasse como ele falou.
O salvo, diz a Bíblia, “… deve andar como ele[Jesus] andou“(1João 2:6). Deve andar em amor, santidade, união, honestidade, humildade, dentre outras virtudes. Os não salvos, sem compromissos com Deus e nem com a salvação seguem “… andando segundo as suas próprias concupiscências”(2Pedro 3:3).
2. Temos uma nova atitude - “… as coisas velhas já passaram…”. Quando estamos em Cristo nossas atitudes passam a ser pautadas segundo a Palavra de Deus. Ela é a baliza do cristão. Quando as nossas atitudes ficam fora dos seus limites não podemos afirmar que estamos em Cristo e que Cristo está em nós. Ser “nova criatura” é ter um novo caráter, pois passa a realizar boas obras (Mt.5:16), a produzir o “fruto do Espírito” (Gl.5:22) e não mais as velhas obras, as “obras da carne” (Gl.5:19-21). Trilhamos, agora, “pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne”(Hb 10:20). Portanto, “Andemos honestamente, como de dia, não em glutonaria, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e invejas”(Rm 13:13). “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa e perfeita vontade de Deus” (Rm 12:2).
3. Temos uma nova vida abençoada. “O homem fiel será coberto de bênçãos…”(Pv 28:20). “… será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto na estação própria, e cujas folhas não caem, e tudo quanto fizer prosperará” (Sl 1:1-3). “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o qual nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais em Cristo“(Ef 1:3).
De acordo com as Escrituras Sagradas, as “bênçãos de Deus” podem ser Condicionais ou Incondicionais. Na sua maioria, elas são condicionais e, portanto, dependem que primeiro realizemos a nossa parte, em obediência às orientações de Deus. Nesse sentido, revelação contundente foi feita a Moisés, que foi repassada ao povo Hebreu, conforme registrado no Antigo Testamento, no livro de Deuteronômio, capítulo 28, versículos 1 a 14, quando Deus condicionou a prosperidade do trabalho e da vida à decisão prévia de ouvi-lo e obedecer-lhe.
Também, para os que cristãos dizem ser alcançarem as bênçãos que Deus dispõe ao seu povo, guardar os mandamentos do Senhor Deus, obedecer à Sua voz e fazer o que é reto diante dEle são condições sine qua non.Muitos pregadores e líderes renomados têm exigido bênçãos divinas, como se Deus fosse um empregado, um almoxarife. E muitos deles ficam descontrolados, quando alguém diz que as bênçãos de Deus são condicionais. Aliás, na vida secular tudo é condicional: se eu pagar a conta da energia elétrica terei luz em casa; se eu pagar o financiamento do carro, um dia ele será meu; se eu obedecer às leis do trânsito, não serei multado. Se no nosso mundo cheio de falhas funciona dessa maneira, por que pensar que Deus é obrigado a nos abençoar, mesmo que não atentemos a nenhuma de suas condições? Portanto, as condições impostas por Deus, exaradas em Deuterômio 28: 1-14 , onde o Senhor promete toda a sorte de benção para os israelitas, são perfeitamente aplicadas ao seu povo na atualidade (a Igreja - o Israel de Deus - Gl 6:16).
Jesus Cristo aprofunda a orientação divina do atendimento de condições prévias para sermos abençoados, ao chamar a atenção para o comportamento esperado dos seus seguidores. O Senhor Jesus deseja um relacionamento íntimo com Ele e que Suas palavras permaneçam no coração. Assim fazendo, as respostas às orações chegarão e as bênçãos de Deus acontecerão. Ele diz: “Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito”(João 15:7).
É bom ressaltar que o compêndio doutrinário da Igreja, o Novo Testamento, não diz que a verdadeira felicidade do cristão é o seu engrandecimento de bens materiais. De acordo com as Escrituras Sagradas, todas as bênçãos são de natureza espiritual (Ef 1:3) e se constitui em boas dádivas do Pai Celestial, doador de todas as coisas às pessoas: “Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não há mudança, nem sombra de variação” (Tiago 1:17).
Muitos buscam ser feliz pela aquisição de bens materiais, mas a real felicidade é o resultado de uma mudança radical em nosso ser. A busca da felicidade e da alegria é acima de tudo a busca incessante por Jesus. O ser humano sem Cristo, de modo geral é infeliz. Até as pessoas que parecem ter alcançado tudo o que este mundo pode oferecer em brilho e glória, muitas vezes dão provas de sua infelicidade.
A felicidade que Jesus nos dá não é um constante “andar nas nuvens”, uma contínua sensação de bem-estar, livre de todos os desconfortos, mas é a certeza de estarmos abrigados nEle. Seguindo a Jesus, um filho de Deus não é poupado de todos os sofrimentos; mas a felicidade consiste exatamente em sabermos que, no meio de todo sofrimento, no meio de toda angústia estamos ancorados em Jesus Cristo; que nEle temos uma esperança viva e que o sofrimento jamais é o fim, e sim, a vida com Jesus; vê-lO um dia e estar com Ele por toda a eternidade. A Bíblia diz: “Muitas são as aflições do justo, mas o Senhor de todas o livra”(Sl 34:19). Davi diz o seguinte, e nos anima: “Temei ao Senhor, vós os seus santos, pois não têm falta alguma aqueles que o temem.”(Sl 34:9).
Jó era um homem feliz, a despeito do ambiente hipócrita em que ele estava envolto; talvez abatido, com medo, mas justificado, e isto lhe proporcionara felicidade.
Para o autêntico cristão Deus nos concede bênçãos especiais: a vida (1João 5.12), a liberdade (2Co 3.17), a alegria (João 16.22), o perdão (1João 1.7), a paz (Rm 5.1), o propósito de vida (Fp 1.21), a provisão (Fp 4.19), o futuro com Cristo (João 14.2,3), a vida Eterna(1João 2:25).
BÊNÇÃO INCONDICIONAL. A bênção incondicional de Deus assume outras características. Pela Sua multiforme Graça, Ele decide a quem, quando e de que forma abençoar, conforme Seu plano eterno. Independe do mérito da pessoa. É uma decisão unicamente pela Graça de Deus, manifestando Sua misericórdia e amor ao ser humano.
Deus não é apenas o Criador da Terra, do homem, e de tudo que nela há, mas, pela sua Graça comum, ou universal, ele é também, o Sustentador de todas as coisas, incluindo a existência do homem, conforme afirmou Paulo, em Atenas: “Porque n’Èle vivemos, e nos movemos, e existimos…”(Atos 17:28).
Sem a Graça comum, ou universal, que é um favor imerecido que ele quis e continua concedendo ao homem, não haveria vida sobre a terra. Deus, através de sua Graça Comum, abençoa todos os homens, crentes, incrédulos, ou ímpios. Foi o que o Senhor Jesus deixou claro, quando afirmou: “…porque faz que o seu sol se levante sobre maus e bons e a chuva desça sobre justos e injustos”(Mt 5:45).
Assim, quer o homem saiba disto ou não; quer reconheça ou não a misericórdia de Deus; quer seja grato ou não, na verdade a sua vida está nas mãos de Deus e é sustentado pela sua Graça. É ele, Deus, que controla o dia e a noite, que administra as estações do ano, que mantém a regularidade dos movimentos de rotação e translação da terra, que mantém o equilíbrio da cadeia alimentícia, que regula o sistema de defesa do corpo humano, entre tanto outros benefícios concedidos pela sua Graça Comum, ou Universal. Isto são bênçãos incondicionais. Por isto, nós que conhecemos a Palavra de Deus, dizemos que: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos; porque as suas misericórdias não têm fim”(Lm 3:22).
CONCLUSÃOPara que o Novo Convertido permaneça firme na fé é fundamental que ele tenha conhecimento de Deus e a certeza do perdão dos pecados. Daí a necessidade de Classes Especiais em nossa Escola Dominical para que se possa ministrar aos crentes novos o ensino básico e essencial para levá-los ao progresso espiritual, como diz Pedro “…para que, por ele, vades crescendo”.
Esses neófitos precisam firmar a convicção que tudo o que foi feito no passado, mediante o arrependimento e pelo perdão alcançado através do nome de Jesus, caiu no esquecimento de Deus, como ele próprio afirma: “Eu, eu mesmo, sou o que apaga as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados me não lembro”(Is 43:25). Precisam firmar a convicção de que toda obra de feitiçaria, todas as pragas que lhe foram rogadas, todas as maldições suas ou de seus antepassados, tudo o que fez ou que lhe fizeram de mal, tudo o que constava da sua “folha corrida”, mediante seu arrependimento e o perdão, tudo, tudo está apagado, através do Sacrifício Vicário realizado por Jesus - “Havendo riscado a célula que era contra nós nas suas ordenanças, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz”(Cl 2:14). Precisam firmar a convicção de que para um grande pecador, existe um grande Salvador. Por isto, aos novos convertidos, como também a todos nós, Paulo afirma: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”(2Co 5:17). Qualquer ensino contrário a este princípio bíblico será uma heresia.
Amém?
fONTE: EBDWEB

segunda-feira, 27 de junho de 2011

1ª lição:O Projeto Original do reino de Deus



     Amado irmão, Deus nos concede mas um trimestre de ensinamento da Santa Palavra de Deus na maior "Escola Bíblica do mundo". Estaremos estudando a respeito da Missão Integral da Igreja. Na oportunidade de aprendermos sobre a igreja no contexto do Reino de Deus. Na lição de hoje mostraremos algumas das diversas interpretações do Reino de Deus e sua fundamentação bíblica no Antigo e Novo Testamento. Esse é um tema importante a ser estudado, considerando que o Reino de Deus constituiu-se na mensagem central de Jesus (Mc. 1.14,15; Mt. 4.23; Lc. 4.21). Uma ótima aula e proveitoso trimestre.


O1. REINO DE DEUS: INTERPRETAÇÕES
Ao longo da história do pensamento teológico surgiram diversas interpretações em relação ao conceito de Reino de Deus. De Agostinho até o período da Reforma Protestante predominou a interpretação de que o Reino de Deus estava circunscrito à Igreja. Depois desse período, a concepção de Reino passou a ser ampliada. Os estudiosos da Bíblia depois da Reforma assumiram que a Igreja constitui o povo do Reino, mas não pode ser identificada com o Reino. Na perspectiva liberal, Adolf Harnack defendia que o Reino de Deus é totalmente apocalíptico, algo que está sempre porvir. Enquanto outros, de tendência mais existencialista, enfatizaram o Reino de Deus como algo meramente experiencial, isto é, uma identificação religiosa do indivíduo com o Reino. Um dos defensores desse ponto de vista foi Rudolf Bultmann, considerando que o verdadeiro significado do Reino deveria ser compreendido em termos de proximidade e exigência de Deus. Johannes Weiss associa o Reino de Deus com os apocalipses judaicos. Para ele, o Reino somente se dará no futuro, quando Jesus reinar sobre a terra. Esse pensamento também foi assumido por Albert Schweitzer que a interpretou em termos escatológicos. Para C. H. Dodd, o Reino de Deus é descrito em linguagem apocalíptica, mas que adentrou a história através da missão de Jesus. Em Cristo tudo o que havia sido profetizado se concretizou na história, assumindo uma “escatologia realizada”. W. G. Kümmel entendeu que o significado primário do Reino de Deus é eschaton - a nova era, análoga à do apocalipse judaico. Contrário ao pensamento da “escatologia realizada” de Dodd, Joaquim Jeremias propôs uma “escatologia em processo de realização”. Para ele, a mensagem de Jesus a respeito do Reino de Deus e seus milagres irromperam na história, mas é preciso aguardar a manifestação plena desse Reino. A tendência bíblico-teológica comumente assumida nesses últimos tempos, inclusive pelas alas dispensacionalistas, é a de que o Reino de Deus (e dos Céus) é algo em processo, uma tensão entre presente “o já” e o futuro, o “ainda não” (I Jo. 3.2).


2. O REINO DE DEUS NO ANTIGO TESTAMENTO
Ainda que a expressão “Reino de Deus” não ocorra no Antigo Testamento, ela é pressuposta em toda a mensagem profética. O Antigo Testamento está repleto de alusões à soberania real de Deus, existem várias referências que o caracterizam como Rei de Israel (Ex. 15.19; Nm. 23.21; Dt. 33.5; Is. 43.15) e de toda a terra (II Rs. 19.15; Is. 6.5; Jr. 46.18; Sl. 29.10; 99.1-4). Algumas referências apontam para o dia em que Ele governará sobre o povo (Is. 24.23; 33.22; 52.7; Sf. 3.15; Zc. 14.9). De tais passagens concluímos que Deus é “já” Rei, mais chegará o momento em que Ele finalmente “se tornará” Rei, ou melhor, manifestará a Sua glória real ao mundo. A linguagem profética aponta para uma revelação plena de Deus na história, quando o projeto original de Deus, em relação ao Seu Reino, será concretizado completamente. O Reino de Deus é uma esperança, pois o Senhor, no final dos tempos, manifestará Sua soberania sobre todas as nações. Na literatura rabínica, o conceito de Reino de Deus também tem uma conotação apocalíptica, enfatizando a esperança pela sua concretização plena. Nos livros apócrifos de Enoque e Salmos de Salomão a ênfase é posta exclusivamente no futuro, distanciando-se do sentido de atuação de Deus no presente. Essa tendência judaica tende ao pessimismo em relação ao tempo presente, resultando, às vezes, em escapismo. Os adeptos dessa perspectiva acreditam que resta a este tempo presente somente sofrimento e aflição, a glória somente se revelará no futuro, já que a era presente estaria entregue aos poderes malignos. Esse mesmo pensamento era partilhado pela Comunidade de Qumran, que aguardava a descida dos anjos, que se juntariam aos “filhos da luz” para a luta contra os inimigos, “os filhos das trevas”. Para os Zelotes, líderes judaicos radicais do Primeiro Século, o Reino de Deus deveria ser imediato, resultado de uma intervenção armada.


3. O REINO DE DEUS NO NOVO TESTAMENTO
O Reino de Deus no Novo Testamento é expresso pelos teólogos a partir da expressão grega “basileia tou theou”. O termo grego basileia (Reino) está relacionado ao hebraico malkuth que aponta para o futuro (eschaton) que tem o sentido de reino, domínio ou governo. Por isso, na oração do Senhor, pedimos ao Pai pela vinda do Reino, isto é, para que a vontade de Deus, Seu governo, seja feito na terra, que o Seu domínio se complete (Mt. 6.10). O Reino de Deus, conforme designado por Jesus para os seus discípulos, é uma “ordem de honra real”, isso porque onde estiver o Rei, ali estará o Reino (Lc. 22.29). O Reino de Deus, nas palavras do Senhor, é prioritariamente eschaton - futuro, mas também presente (Lc. 17.21). Para a Igreja Jesus já é o Rei, mas Ele precisa tornar-se Rei, essa é a temática do Novo Testamento (Fp. 2.10). A vinda plena do Reino de Deus consumará o fim da era presente e inaugurará a Era Vindoura. O final da Era Presente resultará no julgamento do Diabo (Mt. 25.41), a formação de uma sociedade redimida (Mt. 13.36-43) e a comunhão perfeita em Deus (Lc. 13.28,29). Isso poderia ter acontecido no tempo em que Jesus veio a terra, mas os judeus O rejeitaram, por isso, foi tomado pelos outros (Mt. 8.12), por conseguinte, os súditos do reino de Jesus são aqueles que aceitam a Sua palavra (Mt. 13.38). Para esses, o Reino de Deus é uma realidade presente, pois “é chegado a vós” (Mt. 12.28). Satanás continua ativo, ele subjuga os indivíduos, distanciando-os do Reino (Mt. 13.19). A vitória do Reino de Deus é espiritual, quando essa se completar acontecerá o triunfo final de Deus sobre o Inimigo (I Co. 15.25). Os fariseus quiseram saber de Deus quando o Reino haveria de se manifestar, o Senhor respondeu-lhes que este já se encontrava entre eles, ainda que não da maneira que eles aguardavam (Lc. 17.20,21).


CONCLUSÃO
O Reino de Deus é recebido dentro do ser humano, isso fica evidenciado em Mc. 10.15. A mensagem de Jesus se diferencia do judaísmo rabínico, pois Ele modificou a linha do tempo. A igreja, nesse contexto, vive entre duas Eras, a Era do Futuro, inaugurada pelo Cristo ressuscitado (Mt. 28.18), mas que foi invadida pelos poderes satânicos (II Co. 4.4; Ef. 6.12). No futuro, quando o Milênio for instaurado (Ap. 20.4-6), a Era Vindoura será iniciada (Ap. 21.2,3). No presente, os súditos do Reino vivem em amor, devoção, prazer, submissão, dever e gratidão (Rm. 5.5; II Co. 9.13; Lc. 18.1; Jn. 2.9). Esses põem o Reino de Deus em primazia (Mt. 6.33), e por causa do Rei dos reis e Senhor dos senhores (Ap. 19.6) passam por tribulações (At. 14.22).

Fonte: ebdweb

domingo, 26 de junho de 2011

Pr. Sérgio Bastian prega e Jesus salva na Cruzada em Cajueiro-AL



Cruzada em Cajueiro reúne centenas de pessoas e termina com conversões
Cruzada em Cajueiro reúne centenas de pessoas e termina com conversões
Ao final, quatro pessoas decidiram entregar suas vidas a Jesus
O pastor e missionário Sérgio Bastian (EUA) foi o pregador deste sábado, 25, na Cruzada realizada na cidade de Cajueiro. Com uma mensagem evangelística baseada no livro de Mateus 15. 30, 31, o missionário contou como foi seu encontro com Deus e falou sobre as necessidades espirituais do ser humano. Ao final, quatro pessoas decidiram entregar suas vidas a Jesus como Salvador.
O missionário também orou para Jesus curar enfermidades e para que pessoas fossem batizadas com o Espírito Santo e com fogo. O poder de Deus tomou conta do ambiente que entrou no ‘clima do céu’ com os hinos de louvor a Deus entoados momentos antes da ministração da Palavra.
O cantor Samuel Mariano, da cidade de Barreiros, Pernambuco, e sua banda também adoraram a Deus na Cruzada; grupos locais, o cantor Jaelson de Paripueira e a banda de Música Louvores de Sião, da igreja-sede, em Maceió.
A Cruzada evangelística reuniu dezenas de obreiros e caravanas de várias cidades. Durante o dia, pastores estiveram orando e jejuando em prol do trabalho e de causas ministeriais. Esse trabalho é feito com o apoio do pastor-presidente, José Antonio dos Santos, periodicamente.
Muitos obreiros estiveram participando do evento. Entre eles, o Pr. Donizete Inácio (Viçosa),Pr. Ezequias (Ipioca), Pr. José Carlos (Mar Vermelho), Pr. Arnóbio Tavares ( Rio Largo), Pr. Juvenal (Capela), Pr. José Carlos (Maceió), Pr. Ismael (Maceió), Pr. Walter Pereira (Maceió),Pr. José Oliveira (Maceió),Pr. Jorge, Pr. Ademário (Paulo Jacinto), Pr. Cícero Luis Oliveira (Quebrangulo),Pr. Jairo Teixeira (Matriz do Camaragibe),Pb. Joel (Taquarana), Pr. Josias, Pr. Clóvis, Pr. Jcian (Pindoma), Pr. Valdiran ( Tanque Darca), Pr. José Laelson e outros.
Além das autoridades eclesiásticas, políticos prestigiaram o evento. O secretário municipal de Educação de Cajueiro e o deputado Estadual Jota Cavalcante, que em rápidas palavras expressou sua gratidão a Deus pela oportunidade de contribuir para a realização do evento. O deputado leu o texto do livro de Isaías 45. 2,3. A igreja Assembleia de Deus em Cajueiro é conduzida pelo pastor Josivaldo Gomes.
Fonte:AD Alagoas

Pastores se reúnem em Cajueiro- AL para interceder pela região



Pastores reunidos em Cajueiro
Pastores reunidos em Cajueiro
Encontro com obreiros teve ministração do Pr. Arnóbio e do Pr. Jairo
O sábado (25) foi dia de consagração para pastores das cidades próximas a Cajueiro, interior de Alagoas. Os líderes estiveram orando e jejuando em prol da cruzada Evangelística e de causas ministeriais. O pastor Arnóbio Tavares, AD Rio Largo, e o Pr. Jairo Teixeira, AD Matriz do Camaragibe, ministraram a Palavra no encontro.
O pastor-presidente, José Antonio dos Santos, não compareceu ao jejum que terminou por volta das 16 horas. O pastor está se recuperando de uma pequena cirurgia. Muitos obreiros estiveram participando do dia de oração e da Cruzada à noite. Entre eles, o Pr. Donizete Inácio (Viçosa),Pr. Ezequias (Ipioca), Pr. José Carlos (Mar Vermelho), Pr. Arnóbio Tavares ( Rio Largo), Pr. Juvenal (Capela), Pr. José Carlos (Maceió), Pr. Ismael (Maceió), Pr. Walter Pereira (Maceió),Pr. José Oliveira (Maceió),Pr. Jorge, Pr. Ademário (Paulo Jacinto), Pr. Cícero Luis Oliveira (Quebrangulo),Pr. Jairo Teixeira (Matriz do Camaragibe),Pb. Joel (Taquarana), Pr. Josias, Pr. Clóvis, Pr. Jcian (Pindorama), Pr. Valdiran ( Tanque Darca), Pr. José Laelson e outros.
Fonte. AD Alagoas

sábado, 25 de junho de 2011

A Obra Missionária No Século XXI


Introdução
O crente, seja ele pastor, evangelista, missionário, escritor, ensinador, diácono, ou apenas membro da igreja, se não estiver ocupado, procurando trazer outras pessoas a Cristo, está falhando em seu dever na Obra de Deus.
Em Atos 1. 8 Jesus instruiu seus discípulos a testemunharem aos povos de todas as nações a respeito dEle. Deus tem um trabalho importante para que cada um de nós realizemos para Ele, mas devemos fazê-lo pelo poder do Espírito Santo.
Neste versículo, umas séries de progressões foram descritas. As Boas Novas deveriam ser pregadas em Jerusalém, depois na Judéia, e Samaria, e finalmente no mundo inteiro. O cristianismo começaria com os judeus devotos em Jerusalém e na Judéia, seria anunciado aos judeus mestiços de Samaria, e depois, aos gentios nos lugares mais remotos da terra.
Podemos considerar que as Boas Novas de Deus não terá seu destino final se alguém em sua família, seu local de trabalho, sua escola ou em sua comunidade ainda não ouviu falar a respeito de Jesus Cristo. Certifique-se de que você está contribuindo de alguma maneira com a propagação da mensagem do amor de Deus.
Jesus prometeu aos discípulos que receberia poder para testemunhar depois de receberem o Espírito Santo. Note a progressão:
1. Eles receberiam o Espírito Santo;
2. que lhes dariam poder;
3. então testemunhariam e alcançariam resultado extraordinários. Freqüentemente tentamos inverter a ordem e testemunhar por nosso próprio poder e nossa autoridade. O testemunho não é a exibição do que podemos fazer por Deus. É a prova e o testemunho do que Deus fez por nós.


I. O Clamor do Mundo
“O povo que estava em trevas viu uma grande luz; e os que estavam assentados na região e a sombra da morte a luz raiou” (Mateus 4. 16).

O problema que o mundo enfrenta é de ordem espiritual, e só podem ser solucionado através do Evangelho de Cristo.
O quadro social da Galiléia pode servir como amostra da humanidade sem Cristo. Além da mensagem de salvação, Jesus trazia conforto aos sofredores, e lenitivo para a alma. Ele se compadecia das multidões, pois eram como ovelhas que não tem pastor. Hoje as necessidades humanas são as mesmas daquele tempo, e a igreja tem a solução para os problemas do nosso povo: Jesus!
Um casal de missionários recém chegado para trabalhar na Índia estavam à beira do rio Ganges - rio que corta quase todo país indiano. O casal orava e observava atentamente as pessoas que ali faziam suas preces, que se banhavam nas águas sujas do rio, depositavam os cadáveres de seus entes queridos seguindo as leis do Hinduísmo e a multidão de turistas que ali estava para fotografar e receber uma bênção especial do rio mais sagrado, misterioso e adorado da Ásia.
De repente, uma cena estranha e bizarra lhes roubou a atenção. Uma mulher que descia em direção ao rio, com passos firmes e rápidos, segurava em seus braços uma criança imóvel e indefesa. Aquela mulher ao aproximar-se da margem do rio, desenrolou a criança que estava se mexendo lentamente e a lançou com toda força nas correntezas do Ganges. Tudo foi muito rápido, estranho e inesperado.
As águas barrentas do rio engoliram ferozmente a pobre criança indefesa, que não teve nem tempo de dar o último suspiro. Como será a reação de alguém que está se afogando em águas fundas e escuras de um rio? E como se sente uma criança de colo que se afoga sem ter o direito de chorar?
Após essa ação trágica e triste, a jovem mulher prostrou-se diante das águas e começou a fazer alguns rituais e súplicas. Coisas estranhas aos olhos de um cristão, que não está acostumado a ver tais práticas.
O casal de missionários, perplexo, resolveu se aproximar da jovem mulher para abordá-la, fazer-lhe algumas perguntas e, quem sabe, ajudá-la a mudar de vida:
- Quem era aquela criança? - Perguntou o casal.
- Era meu filho - Respondeu firmemente a jovem mulher.
- Você o amava?
- Claro que sim, eu o amava muito. Era meu único filho.
- Então, por que você o jogou no rio para que ele morresse?
- Porque o deus que eu sirvo me pediu como sacrifício vivo. Apenas o obedeci!
Naquele instante, diante de tal resposta, o casal movido de muita compaixão e amor por aquela mulher que estava cega pela religião hindu, começou a falar-lhe sobre o amor de Deus por nós e o sacrifício que já foi feito por Jesus na cruz, para que não precisássemos mais fazer esse tipo oferenda viva. Eles gastaram algumas horas conversando e orando por aquela jovem senhora. Ela entendeu o plano de salvação e com o coração quebrantado e arrependido, entregou a sua vida para Jesus. Decidiu abandonar aquela religião maldita.
Depois que entendeu o erro que havia cometido ao lançar o único filho ao rio, a mulher com os olhos cheios de lágrimas e soluços, fitou o casal de missionários e exclamou em alta voz:
- Se vocês tivessem vindo a algumas horas antes, para me falar sobre Jesus e o amor de Deus, o meu filho não estaria morto. Eu ainda o teria comigo em meus braços!!!
O que você faria se fosse um dos missionários que presenciou aquela cena inusitada? Qual seria a sua resposta à aquela jovem e triste mãe? De quem é a culpa, quando tanta gente morre sem conhecer a Cristo?
Cenas como essa estão se repetindo diariamente no mundo. Pessoas que vivem debaixo do jugo do diabo e clamam pelo evangelho. Pessoas que precisam apenas de alguém que vá até elas para lhes falar do amor de Deus. Pessoas que não sabem para onde ir, que necessitam de ajuda espiritual e ser alcançadas pela graça de Deus através da sua igreja.
Quando pensamos em missões, pesa sobre nós uma grande responsabilidade e privilégio de sermos co-participantes com Cristo na ação redentora da humanidade. Privilégio tal, que nem os anjos poderiam desfrutar, pois foi conferido apenas aos embaixadores de Cristo na terra. Você e eu!
Hoje, fala-se muito sobre missões no Brasil. Usamos até jargões que dizem: "missões está no coração de Deus", ou, "Deus tinha um único Filho e fez dEle um missionário", quem sabe esse outro que diz: "pede-me e te darei as nações por herança", ou ainda, o versículo mais usado nas conferências missionárias, que nos exorta dizendo:

"Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra". Atos 1: 8.

A primeira parte do versículo é fácil de ser explanada. Quem não gostaria de ser cheio do Espírito Santo? Quem não gosta de poder? Mas, espere um pouco antes de você almejar ser cheio do Espírito. O restante do versículo é banhado de compromisso e muita responsabilidade. Será que estamos dispostos a obedecer ao chamado de Jesus? Transmitir esse poder como testemunhas vivas, aos que ainda não o conhecem?
Alguns até obedecem e focalizam apenas Jerusalém. Outros vão até a Judéia e Samaria. Mas quem se arrisca ir até os confins da terra?
A verdade é que, omitimo-nos quando temos que assumir a responsabilidade de orar, alcançar as nações, ou enviar um missionário a um povo (nos confins da terra) que está distante do nosso arraial. É mais cômodo trabalhar num lugar onde vemos os resultados imediatos; que poderão ser trazidos para nossa igreja. Até deturpamos a Palavra de Jesus dizendo que devemos alcançar primeiramente a nossa Jerusalém (cidade onde moramos), depois ir para Samaria, até chegar nos confins. Se você observar nas entrelinhas do versículo acima proferido por Jesus, notará que o Senhor não nos ensinou assim e a palavra não pode ser traduzida pela metade, o chamado é integral. Ele disse que a nossa responsabilidade de alcançar Jerusalém é a mesma que temos para atingir os confins da terra. Por isso ele usou os termos “ tanto - como”. Que quer dizer que o trabalho deve ser desenvolvido simultaneamente. Isto é, tanto no bairro onde eu moro, como nas montanhas geladas do Tibete. Tanto em Contagem, cidade onde moro, como nas aldeias indígenas. Tanto em Minas Gerais, estado onde eu moro, como na Arábia Saudita. Tanto no Brasil, país onde eu moro, como na América, África, Europa, Ásia, Oceania, ou em qualquer outro lugar do mundo onde existem pessoas que precisam ouvir sobre as Boas Novas de Salvação. A responsabilidade é a mesma e esta foi dada a igreja. O trabalho deve ser feito ao mesmo tempo.
A igreja foi chamada para evangelizar, ser luz e sal neste mundo tenebroso. Quando perde ou não vive essa visão, não tem motivo para existir, pois o fim das coisas que fazemos na terra, não deve ser a nossa própria glória mas sim a glória de Deus. Isso só pode ser alcançado quando nos envolvemos na obra de reconciliação da humanidade com Cristo, que veio para salvar o que se havia perdido.
Entendemos, então, que missões é mais do que realizarmos uma conferência missionária uma vez por ano em nossas igrejas. É saber que existe uma grande massa de pessoas que precisa ser evangelizada. Que precisa ser discipulada, e este envolvimento deve ser sempre, o ano inteiro. Missões é se envolver de corpo e alma no maior projeto de vida estabelecido pelo próprio Senhor Jesus Cristo. É ter a consciência que Deus nos chamou para esse projeto tão espetacular e a Sua palavra nos garante esse chamado.

Márcio Andrade

A Obra Missionária No Século XXI (Continuação)



II. A Mensagem de Jonas
“Os ninivitas ressurgirão no juízo com esta geração e a condenarão, porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis que está aqui quem é maior do que Jonas” (Mt 12. 41).

Assim como Deus enviou Jonas a Nínive, o Senhor Jesus comissiona a igreja a ir e a proclamar o evangelho até os confins da terra. O cristianismo é a primeira religião proselitista e missionária da história, pois o evangelho não é uma mensagem alternativa, é unica e exclusiva. Jesus afirmou que é uma questão de vida ou morte (Jo 17. 3). No Antigo Testamento, missões era ainda um projeto não colocado em prática. O profeta Jonas, como missionário, era uma figura de Cristo. O Novo Testamento tornou explícito o que dantes estava implícito no Antigo.


Depois que o grande peixe vomitou o profeta Jonas, Deus novamente o envia a Nínive, dizendo: “Prega contra ela a pregação que eu te disse”(Jn 3. 2).Qual foi a mensagem que Deus entregou a Jonas? ”Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida” (Jn 3. 4).
Não era uma mensagem de misericórdia, mas uma sentença de condenação. Era o anuncio do juízo de Deus sobre a cidade.


O Messias, objeto de expectativa dos profetas do Antigo Testamento, é o Cristo do Novo Testamento. O trabalho missionário, iniciado por Jonas, continuou com os apóstolos, cabendo-nos a tarefa de expandi-lo até os confins da terra. Hoje somos frutos de missões e devemos fazer missões; há ainda milhões que estão perecendo sem o conhecimento do evangelho.


III. Jesus o Missionário Por Excelência
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3. 16).


O Senhor Jesus é o divisor de águas de nossas vidas e da história universal. Ele é o único cuja história afeta a vida humana. Ninguém pode ficar alheio à sua vida e obra. É o nosso modelo em tudo, a Bíblia diz que em tudo foi perfeito; é nEle que devemos nos inspirar. Ele é o missionário por excelência.


O conceito de “missão” no contexto bíblico Teológico é “enviar” e vem da palavra grega apóstolo. Este vocábulo é usado no Novo Testamento para designar os doze apóstolo: “e escolheu doze deles a quem deu o nome de apóstolos” (Lc 6. 13). É também usado para os enviados como embaixadores ou missionários da igreja (2 Co 8. 23; Fp 2. 25). Já os nossos termos lingüísticos “missão” e “missionário” vem do latim “mito” que quer dizer enviar, mandar.


Jesus é chamado de apóstolo no Novo Testamento grego: “Considerai a Jesus Cristo, apóstolo e sumo sacerdote da nossa confissão” (Hb 3. 1). Deus enviou seu Filho ao mundo, o Filho enviou seus discípulos aos mundo, o Pai e o Filho enviaram o Espírito Santo para dar poder a igreja em sua missão de buscar os perdidos da terra. A Bíblia diz que Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores (1 Tm 1. 15). Essa, portanto, foi a missão na terra do missionário por Excelência.


Não existe argumento convincente para não ser crer em Jesus. Ele continua vivo em glória e majestade e tem todo poder nos céus e na terra. A grandeza do nome de Jesus pode ser vista na Bíblia, na história, nas artes, no testemunho pessoal de seus seguidores. Mesmo sob perseguições, o seu nome atravessou o século e, com a arma do amor, fundou o maior império da história – o único que não será destruído: o Reino de Deus, prometido pelo Senhor a Davi, e cumprido plenamente em Cristo Jesus Nosso Senhor.

Na próxima semana daremos continuidade a este estudo.

Márcio Andrade